sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ler para compreender

Vivemos na era em que para nos inserir no mundo profissional devemos portar de boa formação e informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica.

A leitura tem a capacidade de influenciar nosso modo de agir, pensar e falar. Com a sua prática freqüente, tudo isso é expresso de forma clara e objetiva. Pessoas que não possuem esse hábito ficam presas a gestos e formas rudimentares de comunicação.

Isso tudo é comprovado por meio de pesquisas as quais revelam que, na maioria dos casos, pessoas com ativa participação no mundo das palavras possuem um bom acervo léxico e, por isso, entram mais fácil no mercado de trabalho ocupando cargos de diretoria.

Porém, conter um bom vocabulário não torna-se (sic) o único meio de “vencer na vida”. É preciso ler e compreender para poder opinar, criticar e modificar situações.

Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura pode transformar, enriquecer culturalmente e socialmente o ser humano. Não podemos compreender e sermos compreendidos sem sabermos utilizar a comunicação de forma correta e, portanto, torna-se indispensável a intimidade com a leitura.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Jogar fora não existe

Danilo Pretti Di Giorgi

Ouvi recentemente o economista Hugo Penteado, dono de um excelente blog, questionando a idéia de “jogar algo fora”. Ele lembrou como temos o estranho costume de olhar o planeta como uma grande lata de lixo onde podemos descartar tudo. O “fora” na verdade não existe, se considerararmos que estamos todos “dentro” da Terra e que daqui não podemos sair, apesar dos delírios tecnológicos tão apreciados pelos que defendem a manutenção e até mesmo a ampliação dos níveis de produção e consumo atuais. Muito daquilo que produzimos e transformamos a partir dos recursos retirados do planeta vai continuar nos acompanhando na nossa caminhada.

Aquela garrafinha de PET – uma maravilha da engenharia que teria perfeitas condições materiais de continuar sendo reutilizada por muitos anos – não vai “desaparecer” dentro da lata de lixo depois de consumido seu conteúdo. Vai continuar presente, num lixão, testemunhando como nós a passagem do tempo, e por um período de tempo muito mais longo do que a duração de nossa vida.

Para quem consegue compreender a idéia da Terra como “nossa casa”, é apenas uma questão de escala a diferença entre nossos lares e o planeta. Afora a questão do tamanho, não há maiores diferenças. O terreno onde está construída a casa onde moramos é limitado. É a mesma coisa com a nossa casa-planeta, o único lugar conhecido onde nossa espécie tem condições de sobreviver.

Mesmo assim, apenas uma minoria parece estar realmente preocupada com as conseqüências ambientais da sociedade do consumo, que a cada ano produz uma quantidade de lixo maior, sem nenhum tipo de cuidado de larga escala com o seu tratamento. É inacreditável que ainda se discuta a responsabilidade das indústrias sobre os resíduos dos produtos que fabricam. É incrível que se fale tão pouco em redução da produção e do consumo quando sabemos que nossos resíduos não desaparecem simplesmente quando o caminhão do lixo passa pela rua onde moramos. Na realidade o lixo desaparece apenas de nossas vistas.

É desesperador, por exemplo, se dar conta de que a maior parte da população mundial sequer tem conhecimento dos perigos ambientais representados pelo descarte inadequado de pilhas e baterias e que por isso milhares delas continuam se encaminhando diariamente aos lixões. Pior ainda é testemunhar que aqueles que têm acesso a essa informação e que têm sob sua responsabilidade a gestão pública não se dedicam a criar mecanismos sérios e efetivos para impedir que pilhas, baterias e outras fontes de venenos continuem contaminando irreversivelmente a terra e a água. Por que cuidamos tão bem das nossas casas e tão mal do nosso planeta?

É difícil responder a essa pergunta, mas não é preciso ser nenhum gênio para perceber que estamos cegos, de cara na lama. Esse chafurdar, porém, se disfarça bem porque acontece ao mesmo tempo em que estamos envoltos numa aura de “modernidade” (no sentido besta do termo), cada vez com acesso mais facilitado a aparelhos eletrônicos de desenho futurista, cheios de luzinhas que fazem muita gente acreditar que o máximo da sutileza e da capacidade criadora humana está nas linhas arrojadas ou no acabamento interno de um automóvel de “alto padrão” ou numa ampla cobertura localizada em “área nobre” da cidade, montada com o que há de melhor na indústria da decoração de interiores.

Os que não vivem essa realidade, ou seja, quase todos, se alimentam do sonho de um dia vir a vivê-la ou da chance de ter acesso a pelo menos alguns desses ícones do consumo. Transformamos-nos de cidadãos em consumidores. E com isso vamos consumindo o que resta do planeta, como cupins roendo lentamente as estruturas de um castelo que um dia virá abaixo.

Danilo Pretti Di Giorgi é jornalista.

E-mail: digiorgi@gmail.com

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Planos de Aulas gratuitos para download

Você é professor e está precisando planejar algumas aulas? Se sim, confira abaixo uma série de Planos de Aulas para as mais diferentes disciplinas do Ensino Fundamental e Médio indicadas originalmente pelo site UOL Educação.


Ensino fundamental

Artes
Ciências
Espanhol
Geografia
História do Brasil
História geral
Inglês
Matemática
Português

Ensino médio

Biologia
Espanhol
Filosofia
Física
Geografia
História do Brasil
História geral
Inglês
Matemática
Português
Química
Sociologia

BIG BROTHER BRASIL (Luís Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente, pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo..., visitar os avós..., pescar..., brincar com as crianças..., namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Recanto das Letras

Você gosta de escrever e não sabe como divulgar seu trabalho? O site Recanto das Letras é uma excelente opção. Ele reúne produções de diversos autores. Basta completar um cadastro (gratuito) e o escritor já pode começar a publicar facilmente seus textos no Recanto das Letras. Através da "Escrivaninha", uma área de acesso exclusivo do escritor, é possível editar os textos, o perfil e a foto do autor e responder a comentários recebidos. A página tem espaço para contos, crônicas, resenhas, cordéis, ensaios, poesias, roteiros, sonetos, trovas, acrósticos, artigos e muito mais. Acesse: http://www.recantodasletras.com/.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Terezinha Rêgo: uma vida dedicada à fitoterapia

Anne Santos

Doutora em Botânica pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Fitoterapia pela Universidade de Havana (Cuba), Terezinha Rego é uma das pioneiras na pesquisa de plantas com potencial terapêutico no país, ramo em que atua há quase 50 anos. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente, como demonstram os prêmios que recebeu na Espanha, na Inglaterra e na China.

O interesse pelas plantas começou desde cedo. “Aos oito anos, fiquei intrigada ao perfurar um amendoim e notar que a semente liberava um líquido amarelado, que hoje sei tratar-se do óleo essencial. E decidi cultivar amendoins para observar seu ciclo de crescimento”, lembra.

O avô de Terezinha foi outro grande influenciador. “Ele tinha uma grande sensibilidade para os problemas sociais da nossa região. Então, ele pesquisava plantas para ajudar a população da pequena cidade de Cajapió, onde passávamos as férias, e que não dispunha de praticamente nenhum acesso ao sistema de saúde para se tratar. Eu tinha apenas um ano quando ele faleceu, mas cheguei a usar sua balança de plantas em meus estudos”.

Quando teve que escolher uma profissão, ela não pensou duas vezes: Farmácia. O curso foi concluído em 1957 passando a trabalhar, inicialmente, nas invasões e periferias de São Luís. Foi nesse período que nasceu a sua preocupação com as pessoas que vinham do interior acostumadas a tratar doenças com ervas e que na capital não encontravam as mesmas plantas.

Em 1960, ela se afasta desse trabalho e migra para São Paulo afim de fazer seu doutorado em Botânica Geral. Ao retornar, em 1965, a fitoterapeuta recomeçou em uma invasão chamada Padre Xavier e incentivava a comunidade a plantar ervas medicinais. “Quando eu voltei do doutorado, fiz também concurso para professora da UFMA e fui aprovada, passando a me dedicar totalmente à pesquisa”, completa Terezinha.

Botânica apaixonada

A fitoterapeuta pesquisa há mais de 45 anos a flora medicinal maranhense e vem dando ao longo desses anos contribuição inestimável ao estudo das plantas medicinais, inclusive muitas já sendo produzidas em hortas comunitárias para fabricação de medicamentos largamente utilizados na sociedade maranhense, especialmente nas comunidades quilombolas. A vida dedicada à medicina alternativa já rendeu dois livros: Fitogeografia das Plantas Medicinais no Maranhão e 50 Chás Medicinais da Flora do Maranhão.

Terezinha Rêgo é uma profissional com inúmeras homenagens e prêmios nacionais e internacionais, em razão dos seus grandes trabalhos e pesquisas científicas. Entre eles destaca-se a homenagem e reconhecimento que recebeu na Câmara de Comércio Brasil/China pelo envio de três medicamentos produzidos à base de ervas para o combate à pneumonia asiática na China.

Os remédios produzidos pela doutora Terezinha foram o xarope de urucum (Bixa orellana), indicado no tratamento da pneumonia e tuberculose; a tintura de assa-peixe (Vernoinia ruficoma), uma erva originária da Baixada Maranhense, própria para a amenização dos efeitos da asma, bronquite e efisema pulmonar; e a essência de cabacinha (Luffa operculata), empregada em casos de sinusite, renite e adenóide.

Após a eficácia comprovada de medicamentos fitoterápicos maranhenses na época dessa epidemia, a doutora Terezinha Rêgo já foi procurada também por pesquisadores do Sudeste e Sul do país, para que sejam iniciadas pesquisas visando o combate à Influenza A (H1N1), ou gripe suína, como é conhecida.

A pesquisadora ainda colaborou no Acre, município de Xapuri, com cursos para agentes de saúde; na Inglaterra, onde expôs suas experiências no Museu Botânico e já foi incluída até no livro “Quem é quem no mundo”.

Atualmente, a doutora presta atendimento no seu consultório no Campus da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e coordena o Programa de Fitoterapia da mesma universidade. Em São Luís, trabalha para as comunidades da Vila Padre Xavier, São Bernardo, Colégio Liceu Maranhense, Colégio Pequeno Príncipe, Colégio Gonçalves Dias, Casa da Família Rural da Maioba e Pirâmide. O seu trabalho estende-se, também, aos municípios de Alcântara, Cururupu, Cajapió, Governador Nunes Freire, Itapecuru, Lago da Pedra, Presidente Dutra e Timbiras.

A fitoterapeuta contribui, também, para assistência aos portadores de doenças sexualmente transmissíveis. Os portadores de DST’s utilizam 12 medicamentos fitoterápicos preparados pelo Programa e Fitoterapia. “Não é a cura da Aids, mas esses medicamentos, sem dúvida, trazem alívio às doenças invasoras”, concluiu Terezinha.

Mais informações: pelos telefones (98) 3301-8585/3301-8524 (Consultório da Dr. Terezinha Rêgo) e/ou e-mail: t.rego@elo.com.br.

A maioridade penal no Brasil deve ser reduzida?

A proposta de baixar para menos de dezoito anos, a idade que permite a aplicação de penas previstas no Código Penal é um assunto que divide opiniões.O Blog Miscelânea quer saber a sua opinião. Deixe o seu comentário.